Compliance
A juíza rejeitou a venda do AdX. O caminho de suprimento amanheceu igual
Em 2 de setembro de 2026 a juíza Leonie Brinkema rejeitou os três remédios estruturais pedidos pelo Departamento de Justiça, entre eles a venda do AdX e a abertura do código do leilão final do servidor de anúncios. O tribunal aceitou a maior parte dos remédios de conduta, com modificações, e mandou as partes escreverem uma sentença final conjunta em 30 dias.
Falta a parte que decide o efeito prático: a opinião foi selada por 14 dias, então as obrigações específicas de conduta não eram públicas quando esta nota foi escrita. Sem esse texto, ninguém consegue dizer o que muda no preço que o publisher recebe — e qualquer número nesse sentido, hoje, seria chute.
O que já dá para afirmar é o que não mudou. O Ad Manager continua um produto integrado, AdX e o servidor de anúncios continuam com o mesmo dono, e o caminho pelo qual a demanda do Google chega à sua página é o mesmo de antes da decisão. Quem esperava que a sentença abrisse espaço novo no leilão terá de continuar abrindo espaço por conta própria.
A leitura da Ninot não mudou com a decisão, e isso é o ponto: a demanda do Google se disputa dentro do Ad Manager do próprio publisher, com quem já opera aquilo. O que trazemos são formatos que criam espaço onde não havia e demanda que não depende daquele leilão. A sentença deixou essa separação mais nítida, não mais confusa.
Fontes e leitura
AdExchanger: Google Won't Have To Break Up Its Ad Tech Business