Mercado
O New York Times fixa três condições para licenciar conteúdo à IA, e diz que o mercado ainda está longe de amadurecer
O Programmatic Spain informa que Adam Greenberg, vice-presidente de parcerias estratégicas do New York Times, explicou como a empresa encara os acordos de licenciamento com companhias de IA, em palestra no Digiday Publishing Summit, em Miami. A avaliação geral dele é que o ecossistema de licenças de conteúdo melhorou nos últimos anos, mas ainda está longe de ser maduro.
O Times exige três coisas, segundo a matéria. As empresas de IA e as plataformas de tecnologia precisam de um acordo ou de autorização expressa para usar o conteúdo. O acordo não pode ser um pagamento único, sem relação depois. E o Times quer manter poder de decisão sobre como e onde o conteúdo é usado. Greenberg diz que a parceria de licenciamento do Times com a Amazon cumpre esses princípios.
Ele também listou o que continua em aberto nesse mercado: como o conteúdo é usado, quanto vale, como evitar a queda dos preços, onde o conteúdo vai parar, quem é dono do que a IA produz e se a receita obtida justifica o acordo.
A leitura da Ninot: o Times tem escala para impor condições, e a maioria dos publishers não tem. Mas as três condições viajam bem. Quem pedir para usar o seu conteúdo ou o seu inventário, seja uma empresa de IA ou uma plataforma de anúncios, deveria responder por escrito a três perguntas: o que exatamente está autorizado, o que continua depois do primeiro pagamento e quem decide para onde isso vai. Um acordo que não responde a elas é um pagamento único com outro nome.
Fontes e leitura
Programmatic Spain: Qué condiciones exige 'The New York Times' en sus acuerdos de licencias con empresas de IA